{"id":324,"date":"2015-03-29T11:05:00","date_gmt":"2015-03-29T14:05:00","guid":{"rendered":"https:\/\/revistaeletricidade.com.br\/?p=324"},"modified":"2026-01-30T12:23:18","modified_gmt":"2026-01-30T15:23:18","slug":"robert-plant-faz-show-memoravel-no-lollapalooza-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistaeletricidade.com.br\/index.php\/2015\/03\/29\/robert-plant-faz-show-memoravel-no-lollapalooza-brasil\/","title":{"rendered":"Robert Plant faz show memor\u00e1vel no Lollapalooza Brasil"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E finalmente chegou a vez de S\u00e3o Paulo ver de perto o que Robert Plant e sua Sensational Space Shifters reservaram para sua apresenta\u00e7\u00e3o no Festival Lollapalooza 2015.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Se tem um aspecto interessante em um festival com o formato do Lollapalooza, com muitas atra\u00e7\u00f5es acontecendo simultaneamente e com o p\u00fablico completamente livre para circular entre elas, alegra perceber os grandes grupos de pessoas deslocando-se na dire\u00e7\u00e3o do palco em que Plant se apresentaria, poucos minutos antes do in\u00edcio da apresenta\u00e7\u00e3o, encontrando, j\u00e1 por l\u00e1, com uma grande multid\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Iniciando o show com \u201cBabe, I\u2019m Gonna Leave You\u201d, uma cover de Joan Baez, gravada pelo Led Zeppelin no disco de estreia da banda, em 1969, d\u00e1 para sentir no p\u00fablico a emo\u00e7\u00e3o que a simples presen\u00e7a da \u00fanica lenda viva real desta edi\u00e7\u00e3o do Lollapalooza desperta em pessoas de todas as idades que recebem o artista como algu\u00e9m com quase 50 anos de carreira merece, uma ruidosa mistura de gritos e aplausos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E al\u00e9m da seguran\u00e7a de sua longa trajet\u00f3ria que o levou a condi\u00e7\u00e3o de \u00edcone da m\u00fasica, que merece estar nos livros de hist\u00f3ria daqui a mil anos, d\u00e1 para sentir a emo\u00e7\u00e3o e a alegria que o m\u00fasico tem em trazer para estas terras t\u00e3o distantes uma vis\u00e3o musical sua t\u00e3o particular que nunca foi compat\u00edvel com o sonho dos muitos saudosistas e empres\u00e1rios de shows \u00e1vidos por faturarem alto em uma reuni\u00e3o de sua antiga banda, tocando sempre as mesmas m\u00fasicas, noite ap\u00f3s noite, aonde estivessem dispostos a ouv\u00ed-los.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas n\u00e3o era isso que seu talento e musicalidade pediam e, assim, ele seguiu em frente, mergulhando ainda mais fundo em sua fascina\u00e7\u00e3o de sempre com os ritmos orientais e na sua busca pelas ra\u00edzes africanas do blues, que o levou a pesquisar cada vez mais e descobrir as liga\u00e7\u00f5es entre alguns c\u00e2nticos de escravos que se transformaram em blues, com velhas m\u00fasicas do folclore das ilhas brit\u00e2nicas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Velhos blues que sempre fascinaram Robert Plant aparecem no repert\u00f3rio em vers\u00f5es bem particulares como \u201cSpoonful\u201d e \u201cFixin\u2019 to Die\u201d ajudando a mostrar tamb\u00e9m a compet\u00eancia dos multiinstrumentistas que fazem parte da Sensational Space Shifters e se repararmos bem, no momento de apresentar sua banda ao p\u00fablico, Plant, humildemente posiciona-se como apenas mais um de seus componentes, afastando-se algumas vezes dos holofotes para dar espa\u00e7o para que brilhem no palco.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A intera\u00e7\u00e3o da banda \u00e9 mais do que algo a ser admirado, deveria at\u00e9 mesmo ser estudado, afinal, em um mundo em que cada vez mais se valoriza o \u201cespecialista\u201d, aquele que conhece tudo de sua \u00e1rea de trabalho, mas pode ser incapaz de, por exemplo, amarrar o la\u00e7o do pr\u00f3prio sapato, os Space Shifters conseguem uma unidade sonora baseada no ecletismo, constru\u00edda a partir de loops de uma m\u00fasica eletr\u00f4nica de tradi\u00e7\u00e3o muito brit\u00e2nica, que v\u00eam do teclado de John Baggot e da bateria do jazzista Dave Smith, capaz de expressar todas as varia\u00e7\u00f5es r\u00edtmicas poss\u00edveis, acompanhado do baixo de Billy Fuller.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"589\" src=\"https:\/\/revistaeletricidade.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/plantlolla_mrossi1-1024x589.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-331\" srcset=\"https:\/\/revistaeletricidade.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/plantlolla_mrossi1-1024x589.jpg 1024w, https:\/\/revistaeletricidade.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/plantlolla_mrossi1-300x173.jpg 300w, https:\/\/revistaeletricidade.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/plantlolla_mrossi1-768x442.jpg 768w, https:\/\/revistaeletricidade.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/plantlolla_mrossi1.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><strong>Robert Plant e a Sensational Space Shifter no Lolla SP &#8211; foto: MRossi<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Enquanto o guitarrista Justin Adams troca suas guitarras com frequ\u00eancia por instrumentos \u00e1rabes e africanos, Liam \u201cSkin\u201d Tyson, o outro guitarrista, exibe uma performance igualmente matadora seja tocando flamenco em sua guitarra ac\u00fastica, ou banjo, que refor\u00e7a a origem folk de \u201cLittle Maggie\u201d. E muitas vezes, enquanto tudo isso est\u00e1 junto no palco, o griot (uma esp\u00e9cie de MC africano) Juldeh Camara une-se a eles com seu riti, um estranho violino africano de uma s\u00f3 corda e explode de vez a \u201cpaleta de cores\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O pr\u00f3prio Plant, algumas vezes, assume um instrumento diferente, o bendir, um ancestral distante do pandeiro, aumentando o poder da percuss\u00e3o em faixas como \u201cRainbow\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa arqueologia que levou o m\u00fasico a transformar-se em pesquisador, passando alguns anos trabalhando e vivendo nos EUA, fez com que aplicasse todo o conhecimento adquirido no elogiad\u00edssimo disco mais recente de sua carreira; \u201cLullaby and the Ceaseless Roar\u201d, lan\u00e7ado em 2014, sucesso de cr\u00edtica e p\u00fablico, surpreende com uma nova cole\u00e7\u00e3o de m\u00fasicas em que a mistura de sabores e escolas musicais de diferentes origens, fascina logo a primeira audi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com seu menu de diferentes sabores, ele consegue empolgar misturando tudo e criando uma sonoridade \u00fanica, \u201cRainbow\u201d, \u201cTurn It Up\u201d e \u201cLittle Maggie\u201d s\u00e3o resultado desse trabalho fascinante de pesquisador.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas ainda \u00e9 quando Plant volta ao passado, ao seu jeito, que o p\u00fablico do festival realmente se acende e reage ruidosamente, mais da metade da set list \u00e9 composta de velhos cl\u00e1ssicos do Led Zeppelin, com uma roupagem diferenciada e surpreendente, como \u00e9 da voca\u00e7\u00e3o do artista.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Assim o p\u00fablico recebe com alguma estranheza, mas canta junto m\u00fasicas como \u201cBlack Dog\u201d, \u201cWhole Lotta Love\u201d e \u201cRock n\u2019 Roll\u201d; mesmo que elas cheguem bem diferentes daquilo que tantos j\u00e1 estavam acostumados.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"589\" src=\"https:\/\/revistaeletricidade.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/plantsetlist1-1024x589.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-330\" srcset=\"https:\/\/revistaeletricidade.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/plantsetlist1-1024x589.jpg 1024w, https:\/\/revistaeletricidade.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/plantsetlist1-300x173.jpg 300w, https:\/\/revistaeletricidade.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/plantsetlist1-768x442.jpg 768w, https:\/\/revistaeletricidade.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/plantsetlist1.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00e1, a beleza de \u201cGoing to California\u201d chega aos alto-falantes muito pr\u00f3xima de sua vers\u00e3o original e emociona tanto, que s\u00f3 a mera lembran\u00e7a da experi\u00eancia de ouv\u00ed-la ao vivo, consegue trazer mais uma vez l\u00e1grimas aos meus olhos, enquanto escrevo estas linhas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O \u00fanico artista do Lollapalooza que merece o t\u00edtulo de lenda, fez um show inesquec\u00edvel e espero sinceramente que ele n\u00e3o demore muito a voltar a passar por aqui muitas e muitas vezes mais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\"><strong>Adriana Maraviglia<br><a href=\"https:\/\/www.twitter.com\/rev_eletrici\">@revistaeletricidade<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Setlist de Robert Plant &amp; the Sensational Space Shifters \u2013 Aut\u00f3dromo de Interlagos \u2013 S\u00e3o Paulo \u2013 SP (28\/03\/2015)<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Babe, I\u2019m Gonna Leave You<br>Rainbow<br>Black Dog \/ Arbaden<br>Turn It Up<br>Going to California<br>Spoonful<br>The Lemon Song<br>Little Maggie<br>What Is and What Should Never Be<br>Fixin\u2019 to Die<br>Whole Lotta Love<br>BIS:<br>Rock and Roll<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>E finalmente chegou a vez de S\u00e3o Paulo ver de perto o que Robert Plant e sua Sensational Space Shifters reservaram para sua apresenta\u00e7\u00e3o no Festival Lollapalooza 2015. 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